sexta-feira, 6 de novembro de 2009

.:.Y que sea lo que sea.:.





Sea
(Jorge Drexler)

Ya estoy en la mitad de esta carretera
Tantas encrucijadas quedan detrs...
Ya est en el aire girando mi moneda
Y que sea lo que
Sea

Todos los altibajos de la marea
Todos los sarampiones que ya pas...
Yo llevo tu sonrisa como bandera
Y que sea lo que
Sea

Lo que tenga que ser, que sea
Y lo que no por algo ser
No creo en la eternidad de las peleas
Ni en las recetas de la felicidad

Cuando pasen recibo mis primaveras
Y la suerte este echada a descansar
Yo mirar tu foto en mi billetera
Y que sea lo que
Sea

Y el que quiera creer que crea
Y el que no, su razn tendr
Yo suelto mi cancin en la ventolera
Y que la escuche quien la quiera escuchar

Ya esta en el aire girando mi moneda
Y que sea lo que
Sea

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Mercedes + Drexler
Belíssimo
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sábado, 31 de outubro de 2009

.:.Fé.:.

Continuo sem resposta da SEPDA, continuo tratando das doenças da Julieta, que mesmo com os efeitos colaterais do tratamento, tem sido uma guerreira doida: quando não está com febre ou dolorida de injeção, está pulando e brincando. É incrível, ela vomita e continua a brincar logo em seguida. Engordou 300g antes do efeito colateral dos vômitos, a Drª Alessandra tem procurados formas de atenuar esse enjôo.

Nesses 12 dias com a Julieta, gastei R$643,00 e cheguei no meu limite financeiro. Tinha uma parte do salário de novembro na conta e gastei tudo com o tratamento. Para confeitar esse bolo, meu pagamento atrasará 15 dias esse mês! Diante da situação, minha madrinha sugeriu que eu escrevesse um email a alguns amigos pedindo a contribuição de R$5,00 para ajudar no tratamento da Juju. Fiz isso ontem, todos os enderçeos em cópia oculta e ressaltando que a intenção não era constranger ninguém, que eram perfeitamente compreensíveis aqueles que não pudessem contribuir. Afinal, não queria obrigar ninguém a fazer nada, eu já estava constrangida o bastante.

Estou contando isso porque fiquei maravilhada com as respostas. Não apenas pelas contribuições, mas muito feliz por toda a corrente positiva que tem se formado a partir do meu pedido de ajuda. Os bons pensamentos para o sucesso e a saúde da Julieta têm, com certeza, um efeito extremamente benéfico em seu tratamento. Como disse, a bicha é guerreira e tenho fé de que ficará tudo bem.

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Sobre o blogue: perdi os plug in's de músicas (mas parece que já tem solução de acordo com o Pena). Também tenho estado enrolada com trabalho e estudo, por isso os dois meses sem postar.

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Sobre o post: eu queria escrever algo à altura da minha felicidade com as respostas fofas e de força que recebi ontem. Mas estou muito, muito cansada. Quando essa jornada terminar, escrevo algo melhor.

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quinta-feira, 29 de outubro de 2009

.:.A SEPDA e a defesa dos animais.:.

A Secretaria Especial de Promoção e Defesa dos Animais (SEPDA) tem uma proposta muito bonita e um trabalho pra lá de interessante. Tive contato com eles no último dia 15, quando o programa Adotar é o Bicho! estava no Largo do Machado, gostei, sobretudo, do cuidado que eles demonstravam ao passar informações aos adotantes sobre os cuidados e gastos com o adotado. Deveria também ser assinado um termo de responsabilidade de adoção e assumir o compromisso de esterilizar o bichinho assim que ele estivesse apto à cirurgia. Acabei adotando uma cachorrinha de três meses e chamei-a Julieta.



No mesmo dia levei a bichinha a uma clínica perto de casa para que ela tomasse um banho - era só pulga e catinga - e para comprar o necessário para recebê-la em casa. A veterinária deu uma olhada e pediu um exame. No dia seguinte, Juju não estava muito bem e a veterinária que já havia pedido os exames não estava atendendo. Levei-a então a uma outra clínica, onde ela recebeu a prescrição de um tratamento de 5 dias. Escrevi um email à veterinária da SEPDA falando sobre o estado da adotada e estranhei não receber resposta alguma. O tratamento terminou e levei-a devolta à primeira veterinária, que pediu um hemograma com urgência e diagnosticou cinomose, doença do carrapato, anemia, além da verminose já diagnosticada no primeiro exame.

Quem conhece a cinomose sabe que é uma doença séria, de contágio rápido e que filhotes não costumam sobreviver a ela - com o sistema imunológico comprometido, então...

Enfim, começamos um tratamento forte e no mesmo dia escrevi um email à ouvidoria da Secretaria Especial de Promoção e Defesa dos Animais (número de registro é 1122132/Defesa dos animais) para me manifestar sobre a forma como eles lidam com os animais de seus canis. Infelizmente, não recebi resposta alguma.

Transcrevo a seguir:

Caros senhores,

no dia 15/10 adotei da campanha "Adotar é o bicho" uma cadelinha de cerca de três meses (origem: CPA - Ronaldo). No dia seguinte à adoção comecei a perceber que ela não estava bem, levei a uma veterinária e comecei a tratá-la. Não estava confiando no tratamento oferecido e decidi, ontem, trocar de veterinário e hoje descobri que ela está com cinomose. Como a cadelinha não teve contato com nenhum outro animal desde que a adotei, fica claro que ela já estava com a doença quando era do canil.

Isso me deixou não apenas triste por saber que essa doença é difícil de ser vencida e que terei pela frente um enorme investimento não apenas financeiro, como, principalmente, emocional. Também fiquei triste e estarrecida por não entender (ou entender) que tipo de cuidado é o que se têm com os animais recolhidos aos vossos abrigos. Afinal, apenas um animal com cinomose é o bastante para espalhar a doença para centenas de outros cães do mesmo canil. Por isso, abrigos que possuem animais doentes devem ter canis especiais para mantê-los afastados dos animais sãos. Mas pelo visto não é isso o que acontece. Creio que assim como a cadela que adotei, todos os outros cães disponíveis a adoção naquele dia também estava infectados com o vírus.

É uma sorte eu não ter outro cachorro em casa, ele poderia ser infectado com o vírus; é sorte eu não ter crianças em casa, elas não sabem ainda lidar com perdas, sobretudo de animais recém-chegados; é sorte eu ter desconfiado do primeiro tratamento dado à minha cachorrinha e ter procurado outra veterinária, ela poderá constar - quem sabe? - nos 20% dos que sobrevivem bem ao vírus; é sorte eu ter recursos para cuidar dela. A mesma sorte podem não ter os demais adotados e adotantes.

Gostaria de entender para que tanto zelo e cuidado em vossa campanha. Para que tanta conversa sobre como cuidar bem de um animal, se eles nos estão sendo entregues com sérias doenças? Aliás, gostaria de lembrá-los que o recolhimento de animais pelo Estado ocorre por uma questão de saúde pública, por conseguinte, recolhê-los e entregá-los doentes a outras pessoas é um ato, no mínimo, irresponsável.

Se o tratamento para cinomose dispende recursos muito altos para o município e deve-se manter os doentes longe dos saudáveis. Os animais merecem respeito e bons tratos e isso não se resume a apenas alimentação e teto - e, que irônico, é isso o que diz a vossa campanha!
Espero que atitudes sejam tomadas no sentido de manter um ambiente saudável aos animais abrigados pelos senhores.

Cordialmente,


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quinta-feira, 30 de julho de 2009

.:.Cartas - ou post atrasado sobre o dia do amigo.:.

Consigo, toda saudade guarda um sorriso.
Então, de quando em quando, surgem uns brindes
à amizade, ao amor, a tudo que dá cores ao todo-dia.
E só porque há alegria imensa é que ponho as cartas na mesa:
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Dela pra ele:
Só a Antropofagia nos une. Socialmente. Economicamente. Filosoficamente. Canibalismo utópico, canibalismo científico. Canibalismo fraterno. Foi genial a forma como nossos caminhos se entrecruzaram. E por alguns instantes pareceu haver cerol o bastante para nos fazer avoar... Mas que nada! Nunca fomos catequizados. Fizemos foi Carnaval. O índio vestido de senador do Império. Fingindo de Pitt. Ou figurando nas óperas de Alencar cheio de bons sentimentos portugueses. Então, pela dialética, pela antropofagia e pela - ai, meu deus -regurgitofagia, de entrecruzados, nossos caminhos tornaram-se entrelaçados.
Dia desses você me disse que só pode dividir quem tem! E pessoas ricas como nós merecemos é mais. É isso exatamente o que te torna encantador: a riqueza de espírito, o amor com que vive cada situação. A gentileza com que gargalha e brilha. A generosidade com que solta seus pedaços para quem estiver disposto a aproveitá-los e com nos brinda - sem a arrogância pseudointelectualzonasulense - com Duchamp, Bethânia, Pessoa, Cidadão Instigante, Velvet, Escher, champanhe em posto de gasolina... Agora não tem mais jeito. É amor fraterno e eterno.
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Dele pra ela:
Que força é essa chamada amizade? Esbarramos com tanta gente na vida... travando contato com as pessoas desde o berçário. Alguns até parecem que vão durar. Há os que guardamos na lembrança, mas não nos constituem. E têm aqueles em que apostamos todas as fichas e não passam após o calor do momento. Mas existem histórias sem início, que se constroem em gestos, em momentos e não momentos: uma florzinha dada na mesa do boteco, aquela visita não realizada mas sentida; filme do Simbá; um espumante rosé. Não há lógica, e sim logos. O que parece carecer de causalidade ou motivos está no oposto, pois não se precisa disso para tecer laços da mais pura seda dos sentimentos. Está tudo aí: a água do mar, a terra fofa da história e as sementes de carinho que plantamos na caminhada... sem início e sem fim.
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A única certeza que tenho é a de que o amor é a Verdade e a matéria-prima para tudo o que há.
Celebrar a amizade - falo daquela que vem de dentro da alma e não daquela que vai da boca pra fora, é que uma é amor, a outra, circunstância. Essa celebração não é coisa com dia marcado, horário e protocolo. A amizade se festeja de miudeza em miudeza.
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sexta-feira, 17 de julho de 2009

.:.A Lista Negra.:.

Navegando pelo site da BBC Brasil, conheci um projeto muito interessante, que retrata negros estadunidenses através de fotografias e entrevistas: The Black List Project.



Segue uma palinha:


"Você sempre será negro. Sempre haverá uma reação exagerada para um lado ou para o outro com a sua presença, seja boa ou ruim" (Chris Rock, comediante)



"Quase todos os escritores afro-americanos que eu conheço eram muito desinteressados em uma parte particular do mundo, que é a dos homens brancos" (Toni Morrison, escritora)



terça-feira, 16 de junho de 2009

.:.Da certeza.:.

Às bruxas do couve mágico,
que não deixam a incerteza fazer ninho.


video

E o futuro é uma astronave
Que tentamos pilotar
Não tem tempo, nem piedade
Nem tem hora de chegar
Sem pedir licença
Muda a nossa vida
E depois convida
A rir ou chorar
Nessa estrada não nos cabe
Conhecer ou ver o que virá
O fim dela ninguém sabe
Bem ao certo onde vai dar
Vamos todos
Numa linda passarela
De uma aquarela
Que um dia enfim
Descolorirá...

sábado, 13 de junho de 2009

.:.Santo Antônio de batalha, faz de mim trabalhador.:.