quinta-feira, 30 de julho de 2009

.:.Cartas - ou post atrasado sobre o dia do amigo.:.

Consigo, toda saudade guarda um sorriso.
Então, de quando em quando, surgem uns brindes
à amizade, ao amor, a tudo que dá cores ao todo-dia.
E só porque há alegria imensa é que ponho as cartas na mesa:
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Dela pra ele:
Só a Antropofagia nos une. Socialmente. Economicamente. Filosoficamente. Canibalismo utópico, canibalismo científico. Canibalismo fraterno. Foi genial a forma como nossos caminhos se entrecruzaram. E por alguns instantes pareceu haver cerol o bastante para nos fazer avoar... Mas que nada! Nunca fomos catequizados. Fizemos foi Carnaval. O índio vestido de senador do Império. Fingindo de Pitt. Ou figurando nas óperas de Alencar cheio de bons sentimentos portugueses. Então, pela dialética, pela antropofagia e pela - ai, meu deus -regurgitofagia, de entrecruzados, nossos caminhos tornaram-se entrelaçados.
Dia desses você me disse que só pode dividir quem tem! E pessoas ricas como nós merecemos é mais. É isso exatamente o que te torna encantador: a riqueza de espírito, o amor com que vive cada situação. A gentileza com que gargalha e brilha. A generosidade com que solta seus pedaços para quem estiver disposto a aproveitá-los e com nos brinda - sem a arrogância pseudointelectualzonasulense - com Duchamp, Bethânia, Pessoa, Cidadão Instigante, Velvet, Escher, champanhe em posto de gasolina... Agora não tem mais jeito. É amor fraterno e eterno.
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Dele pra ela:
Que força é essa chamada amizade? Esbarramos com tanta gente na vida... travando contato com as pessoas desde o berçário. Alguns até parecem que vão durar. Há os que guardamos na lembrança, mas não nos constituem. E têm aqueles em que apostamos todas as fichas e não passam após o calor do momento. Mas existem histórias sem início, que se constroem em gestos, em momentos e não momentos: uma florzinha dada na mesa do boteco, aquela visita não realizada mas sentida; filme do Simbá; um espumante rosé. Não há lógica, e sim logos. O que parece carecer de causalidade ou motivos está no oposto, pois não se precisa disso para tecer laços da mais pura seda dos sentimentos. Está tudo aí: a água do mar, a terra fofa da história e as sementes de carinho que plantamos na caminhada... sem início e sem fim.
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A única certeza que tenho é a de que o amor é a Verdade e a matéria-prima para tudo o que há.
Celebrar a amizade - falo daquela que vem de dentro da alma e não daquela que vai da boca pra fora, é que uma é amor, a outra, circunstância. Essa celebração não é coisa com dia marcado, horário e protocolo. A amizade se festeja de miudeza em miudeza.
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10 comentários:

Anônimo disse...

Bel, isso é lindo demais.
Bjs,
Simone Motta

Dona Baratinha disse...

Denso amiga, muito denso, mas lindo.

Anônimo disse...

Nossa ...
Que coisa mais linda!!!!
E é tão difícil traduzir algumas nuances dos sentimentos nas palavras...
Mas ficou perfeito!
Acompanho seu blog há quase um ano...dica de um cara conhece vc.
Lindo!Amei!

Maysa disse...

Bebel
que bom te ler!!!
apareça lá no Ninho. Hoje, tenho uma crônica publicada no Liberatinews, é do seu jeito!
Beijão

Maysa

Sâmia disse...

ah, que bonito!!!

daniel.pena disse...

Bebel, a Rádio Ponta voltou com força. Dá uma passada lá: http://pontopena.blogspot.com

Acho que resolvemos o problema.

Beijos.

Olha: estou no Rio!

sebastianvalle disse...

Volte a escrever! Agora linkei seu blog no meu, tentando retribuir seus bons karmas.

sebastianvalle disse...

Só passei aqui pra te avisar da:

Overdose de novos posts no Aquele Blog do Vipassana.

e te mandar um beijo

Carolina Arêas disse...

Ventarolas... atualiza com um pouco de sua poesia ímpar. Please!

Ana P. disse...

Flor, saudades de você!